Moissanita negra imitando diamante negro
O Laboratório de Pesquisas Gemológicas do CETEM recebeu recentemente algumas amostras de supostos diamantes negros, que foram prontamente identificados como moissanita sintética policristalina com o uso de alguns instrumentos.
O maior obstáculo para a sua identificação é quando a pedra está cravada e o único instrumento para teste são os antigos detectores de diamante, que fazem apenas o teste de condutividade térmica. Nestes aparelhos a moissanita sintética se comporta como o diamante, ou seja, conduz o calor de forma muito eficiente, e o aparelho indica "diamante". Entretanto, usando os testadores da nova geração, que, além do teste de condutividade térmica, também realizam o de condutividade elétrica, o resultado deve indicar "moissanita". As imitações de diamante negro analisadas possuem pesos entre 12 e 17 ct e apresentavam a lapidação brilhante redondo. Os índices de refração medidos com um refratômetro digital variam de 2,50 a 2,76, portanto superior ao do diamante (2,42), refletindo num maior brilho. Os pesos específicos variam de 2,96 a 3,08, portanto bem abaixo do valor para diamante (3,52), mas também abaixo dos valores da moissanita sintética citada na literatura (3,22). A razão para estes valores inferiores reside no fato da substância ser policristalina e apresentar porosidade, como pode ser visto na fotomicrografia abaixo. Os valores de tabela são para moissanitas monocristalinas.
Abaixo apresentamos ainda o espectro Raman, onde foram identificados picos atribuídos à moissanita. A análise por fluorescência de raios-X confirmou a presença do silício, uma vez que a moissanita é, quimicamente falando, um carbeto de silício (SiC).
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